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03/04/12

Art and Music ❀









Já o meu avô dizia: "já não se inventa nada hoje em dia, melhora-se ou piora-se". Em relação a música é um facto! Acho que o que os cantores têm feito é misturar estilos tornando-os multiculturais, inovam-no e dão um "touch" no visual. Kimbra não foge a regra. Se fosse para etiqueta-la, ficaria na gaveta de Katie Perry, Jessie J, Kate Nash ou mesmo da psicadélica CocoRosie. Kimbra é isso, uma mistura de vários "Tags", com um je ne sais quoi no olhar e um look à Blyth doll. Asua música? Ronda por Poomplamoose, CocoRosie, Air e até mesmo a dirty Lily Allen (gosto muito dessa british Blockgirl).
O primeiro single foi CameoLover e sinceramente não me cativou muito. Desliguei-me um pouco. Depois de tê-la visto no famoso somebody that I used to know com Gotye, lembrei-me que afinal era aquela Blyth insossa ( foi o que achei no momento ). 
Quando o meu amigo M. enviou-me um email com os álbuns que tem ouvido quando se passeia pela cidade Invicta, catalogando-os como: Bons, Muito bons, Ouve-se e Novo, insere a Kimbra no "NOVO/BONS" prestei-lhe mais atenção. O Vows é aquele álbum que não me interessou à primeira ouvida ( assim como não gostei de início da Feist e no entanto adoro-a ), mas que depois de uma viagem à talatona para entrega de trabalho ponho-me a ouvi-lo com mais atenção e... IT ROCKS!
Recomendo-vos. 
Já o tenho aqui graças ao Deposit File :) Mas como sabem, gosto de coisas palpáveis... E podem inseri-lo na minha Gift Wishlist para o aniversário ou natal!


With Love.

25/03/12

Breaking the Walls ❀

Ou o azar me persegue ou eu vou atrás dele. Num dia em que decidi tratar de várias coisas numa manhã ( o que é difícil mas não impossível em Luanda ) -fui às obras públicas tratar do documento do carro, para seguir para uma outra entrevista e depois entrega de trabalhos em atraso em talatona - eis que para além de um carro impedindo-me a saída, o pára-choques do carro ( aquele ferrinho que fica a frente que não permite que a chaparia do carro se danifique) caiu... Caiu, simplesmente caíu. Tive que andar calmamente, sem saber onde se encontraria um mecânico mais próximo. Perguntei e nada. Não havia. 
Mais de 15 minutos à espera que algo milagroso acontecesse, e não é que vem um grupo de jovens oferecer-me ajuda e encaminhado-me para um mecânico de rua que pudesse resolver-me o assunto. 
30 minutos, e ficou pronto. Já estava atrasada para a entrevista pelo menos 45 minutos. Cheguei e vi que me encaminharam alguns trabalhos, mas contrato que é bom.. Nada!
Após o almoço em Talatona, no regresso a cidade pela estrada do Rocha Pinto, reparo nos muros que me acompanham durante o percurso. Aproximadamente 6km de muro, que separam a "civilização" do musseque. É notório o contraste de carros que transitam naquela via e todo um contexto de uma tribo urbana de pobreza extrema. 
Deixei-me distrair pela música que tocava no meu iPod e os meus pensamentos evaporaram como álcool evapora. 
Cheguei a casa do meu pai, peguei no meu maço de cigarro e fui para a varanda desfrutar da vista e do cigarro. A vista que outrora me penetrara, que tornava um momento quase infinito, se fora. É triste quando nos deparamos com a deterioração de uma cidade como Luanda - sem identidade!
Virei as costas para os arranha-céus que subiram pela baixa e concentrei o meu olhar para o oposto... Para o Miramar, um pouco mais a leste, para o Porto de Luanda e um pouco mais além. Mais além do Porto está  Cacuaco. Já lá estive na minha infância, tenho plena consciência disso, não me recordo do caminho percorrido, do estado da estrada ou do que rodeia. Na verdade, a minha mente construiu uma fronteira invisível para além do Porto. Quem sabe o que existe para além do Porto? Eu não sei ao certo. Só sei que se alguém me disser que vive por lá, eu acharei bem longe - mesmo que a distância seja a mesma entre o centro da cidade e Talatona - Mas sim é longe. Cacuaco fica para lá da fronteira da "civilização" assim como o Zango fica, Viana e Sambizanga. 
É triste eu ter de admitir isso... Eu não possuo "visto" de entrada para aquele "país". Ou simplesmente não quero possuir esse "visto". A igualdade não existe. Géneros, Raça, estrato... Infelizmente é utopia essa tal coisa de igualdade... 

06/03/12

long time... ❀

 
Tenho andado com algumas ideias e muito pouca disposição para pô-las em prática. Uma delas é começar a fazer editoriais para o meu portfolio e começar por fazer um portfolio.
No meu portfolio irão constar fotografias, vídeos de curta-metragem e textos que já escrevi.
Tenho andado mesmo com algumas ideias, nada inspirada e com muito pouca paciência para executa-las.
Mover-me tem sido cada vez mais complexo, visto que hoje tentei fazer algo de produtivo - ir à loja ver material fotográfico para investir, uma vez que o meu paizinho anda muito bem disposto - e fiquei retida por 45 minutos no trânsito e apenas 1km percorrido. Infelizmente essa é a realidade de Luanda. Enquanto tento manter-me paciente para tentar chegar ao destino, olho em meu redor: Luanda está um perfeito caos. Em todos os sentidos. As pessoas estão cansadas e por isso tornam-se agressivas. Eu própria tornei-me agressiva e com isso, depois de ter interpretado tal comportamento, resta-me concluir que esta cidade é doentia e torna  as pessoas insanas, violentas e mostrando o lado negro da personalidade.
Pensei em mil e uma teorias para abstermo-nos de toda essa poeira citadina de Luanda que nos cobre a personalidade e a boa índole e eis que concluo praticamente sem nenhuma.
Recorrer a Jesus e Deus é o que as pessoas mais fazem em Luada, mas esse deus que tanto procuram, a mim parece-me inequivocamente inexistente. Acho óptimo que as pessoas achem que "graças a deus que tenho isso ou aquilo", só assim procurarão toda a força que reside dentro de cada uma delas para conseguir tais bens. Eu pessoalmente prefiro afastar-me destes campos religiosos pois tenho muito más experiências nele, pelo que prefiro manter o "meu deus" comigo, sem que ele seja essa figura que castiga e que manipula para obtermos bens materiais.

Tenho de atender uma chamada... já volto!

Era o meu pai. Propôs-me uma sociedade no trabalho. Investiu num material para mim que tenho de ir examiná-lo. terei de me ausentar... Não por muito tempo questão de horas ou um dia. Espero poder voltar em breve. Para já, vou ver o que me espera

WithLove

25/02/12

mouses of society ❀

Ontem em Luanda, todos os caminhos iam levar a um único sítio : Kasta Lounge. Os promotores de eventos nocturnos de Luanda classificam-na como a discoteca mais badalada da cidade. Kasta Lounge foi inaugurada ontem, cuja localização é numa área já considerada nobre em Luanda - Belas - e cá pra mim, esta discoteca tem dedo de algum graúdo do topo da pirâmide.
Ontem foi lá onde o meu trabalho me levou, e evidentemente que gostei do espaço. Não pude usufruir da música pois o trabalho não me permitia, assim como o meu divertimento foi constatar que os ratos e ratazanas da sociedade são sem sombra de dúvida uma lista sem fim de pessoas.
Já é sabido que a alta sociedade angolana é conhecida como esbanjadora e esses são míseros 1% da população que tem poder de compra; mesmo assim e se formos a falar de números e não daquilo que aparentam, os que realmente têm, não aparecem muito. Quero com isto dizer que, quem geralmente aparece são ratos - pessoas que vivem de aparência, que se vendem por carros luxuosos, por vestidos ou sapatos - esses sim são ratos, que paparicam os filhos dos donos do país, que se dão com quem realmente tem, que vivem em becos com carros de quase 100mil dólares, que se endividam para pagar viagens luxuosas, que se prostituem - auto-proclamadas secretárias executivas, mas que o seu devido nome é acompanhantes de luxo - em troca de lipoaspirações e viagens intermináveis ao Rio, Nova York, China, Dubai e Capetown.
No meu trabalho, eu tenho de saber separar tudo o que sei sobre determinadas pessoas para esboçar um sorriso pedindo-lhes uma foto. E digo-vos, tenho aprendido a lidar com esses ratos porque infelizmente são eles que dão conteúdo aos magazzines. Infelizmente tenho de ser cordial mesmo quando sinto que devia estar a enforcar aquela pessoa.
É um optimo exercício para mim, pois a minha frontalidade começa a esconder-se, dando lugar ao cinismo profissional que o meu amigo um dia me disse: "Ser cínica às vezes é sinónimo de maturidade!"

WithLove. 

23/02/12

Post without title ❀

Depois dos dias exaustivos de trabalho árduo eis que chegou uma nuvenzinha branca de relaxe, e de trabalhos que se pode fazer perfeitamente em baixo de lençóis.
Hoje foi um daqueles dias bem relaxantes e gratificantes, estive na rua a fazer algumas fotos "sartorialist" para o trabalho e a boss envia-me uma mensagem as 5 da tarde a dizer que "ainda não recebeu o email com as fotos que lhe tinha falado", pois tá claro que não recebeu porque ainda não as tinha enviado. Porém, e quando junto as fotos de hoje com  dos outros dias vejo que ao todo completaria à volta de 500mb e com esta net jurássica, ninguém merece estar acordada até as tantas para se confirmar que está tudo bem com o upload, fora às oscilações de energia a qual nos submetemos nesta terra que leva o upload à estaca zero. 
Gosto de cumprir com os prazos recomendados, e nesse caso disse-lhe que o enviava hoje à noite, bem a noite é longa graças ao Zeus, que finalmente parece quer colaborar com a minha condição, e espero que este upload não se trave, que a luz não falhe, nem que o tráfego que possuo interfira, caso contrário, terei de enfiar a minha cabeça para um buraco.
Para já, faço por estar acordada pela madrugada enquanto o upload está a ser feito, deixando-vos minhas amigas alguns post's e é claro, com várias pausas no filme "no business like show business" já revisto umas 4 vezes starring with Marilyn. 

With Love!