Surpreendentemente, ou não, vejo-me numa panela de sopa com mini
fusillis e eu sendo a única
farfale. E não foi por falta de aviso! Geralmente, o ser humano gosta de desafios e eu como ser humano longe de ser perfeita escolhi o desafio porque, o fácil já existe...
Conquistar o coração de uma pessoa diferente de ti, com objectivos de vida claramente diferentes dos teus, não digo ser um dos maiores desafios, o maior desafio é o quotidiano; o verdadeiro desafio está no mostrares o teu "eu" e que depois de poucos anos de relação, vires que apesar dos sacrifícios feitos por ambas as partes, nunca chegarão a um consenso.
Pois bem, alguém muito próximo a isso está a viver uma situação que eu só viveria se fosse débil. Se calhar é necessários sermos todos um pouco débeis, demasiado submissos para que um relacionamento dê certo, porque o dela tem dado certo há dois anos e qualquer coisa.
Falar dos momentos felizes que ambos partilham? Sem dúvida alguma que devem ser bons momentos, mas é necessário que se inove, que se invista quer em sacrifícios quer em disponibilidade - tempo, espaço e estado - Porque resulta, ninguém diz que não, mas o término será extenuante, desgastante e deveras sofrido.
Enquanto isso, ela ainda vive numa fase de encanto barra desencanto: gosta dele, gosta dos tempos que ambos passam, mas não gosta das proporções que o relacionamento dela está a ter, pois ela abdica de muito para passar tempo com ele, e ambos partilham e vivem em mundos completamente diferentes.
Que mal há em alguém escolher não ver os males politico-económicos de um país? Que mal há, pessoas gostarem de notícias cor-de-rosa, ao invés de notícias que, embora nos transmitam a realidade do mundo actual, desencantam, ferem, magoam e fazem-nos pensar que de facto a vida é coisa pouca?
Infelizmente para uns, uma esmagadora maioria prefere ler as notícias "cor-de-rosa"!
vou beber um chá. Já volto!
Voltei!
Ontem li uma crónica no readers digest sobre o egoísmo e o individualismo. Parecem coisas iguais mas que o seu cerne são bem distintas. Eu a cada vez que lia sobre o egoísmo identificava-me um pouco, e quando lia sobre o individualismo também me identificava. Basta-me então concluir que sou um pouco dos dois.
Sobre a conversa que tive com o meu namorado, sobre o facto da sua amiga e ex namorada não querer ler ou ver sobre o que anda ele a fazer, eu entendo! Se eu não namorasse com ele, se calhar também não estaria por dentro dos assuntos. O facto é que se uma pessoa escolhe não ver certas injustiças e malambas da vida, não significa chamar-lhe egoísta, ou se calhar o é, até certo ponto. Por outro lado acho que daí advém um certo individualismo que o ocidente trouxe para o hemisfério sul (ou nós o fomos buscar), estamos cada vez mais virados para nós próprios e menos para os outros, sem que isso seja egoísta, apenas individualismo, porque lutamos para ter o nosso sem sequer acharmos que tudo deverá ser nosso... ao contrário da maioria dos políticos daqui, que preferem ter tudo para eles. Então quais são as linhas que delimitam o egoísmo do individualismo? Ainda não sei. Hei-de descobrir.
Para já, devo acabar este post e pousar o xícara na cozinha e deliciar-me com um palmier!
With Love!